O dia 28 do mês seguinte ao dia em que nos beijámos pela primeira vez foi preenchido por sorrisos, beijos e carinhos, bons negócios, fados fantasma e fotos no eléctrico, jantar por vezes sem luz e...um serão menos bom e menos feliz.
Naquele dia, já durante o nosso jantar, a Gabriela recebeu a notícia de que um dos seus professores de faculdade tinha decidido reprovar grande parte dos seus alunos no exame de avaliação final da cadeira. Ela, injustamente, não teve melhor sorte e ficou muito triste e sobretudo frustrada por ter trabalhado tanto e não ter tido um resultado melhor e mais justo. Os olhos dela ficaram tristes e o brilho que tinham até aquela hora, foi embora depois daquela notícia. Conversou menos, com rosto fechado e não conseguiu fugir do desalento como se tratasse de uma bela flor à mercê do vento e da chuva, quando o que desejava e merecia seriam os primeiros raios de sol da manhã. Pediu-me para irmos embora e para a levar a casa. Foi o que fiz.
Quando a pus em casa despedi-me dela preocupado. Não queria deixá-la só, precisava de ouvi-la, perceber de que forma poderia ajudá-la conversando com ela. O que lhe tinham feito não era justo, depois de tanto estudo e empenho. Se me revoltava a mim, imaginei como lhe revoltaria a ela, tal situação. Compreendi-a, respeitei a sua vontade em estar sozinha e fui embora. Eu não fui para casa, mas sim para uma actividade que tinha naquele dia. Mal trocámos mensagens depois e eu continuei muito preocupado com ela.
Queria muito ajudá-la a sentir-se melhor e por isso perguntei-lhe se podia ir ter com ela, à saída da actividade. Não quis ser inconveniente, mas pedi-lhe para que falasse comigo ainda naquela noite. Acedeu ao pedido, mas o "não estou em condições de estar contigo" que soltou ao telefone, preocupou-me ainda mais. Quando cheguei a casa dela e veio ter comigo, mostrou-me a mulher maravilhosa que é. Frágil e vulnerável ainda assim quis a minha companhia, mesmo numa noite que não estava a ser nada boa. Falou-me dos receios que tinha e do passado recente de frustração no final do semestre passado. Abriu a alma e o coração para mim, e vieram as lágrimas aos seus olhos. Partiu-me o coração...
O nosso primeiro 28 terminou em confidências, cumplicidade e muito carinho. Após um dia de passeio em que desfrutámos da companhia um do outro, a noite foi difícil de ultrapassar para a Gabriela.
Gosto tanto de ti meu amor <3
O não ter querido, ao início, ver-te naquela noite quando me querias ir dar um beijinho depois do que tinha para fazer (mesmo já sendo tarde) mas como já era hábito para nós só mostra o quanto perturbada estava e como estava triste. Não queria preocupar-te com os meus fantasmas e muito menos quis que me visses chorar, ainda para mais sendo aquele um dia que devia ser feliz.
ResponderEliminarViste o mais frágil e vulnerável de mim, que é o meu verdadeiro eu, no fundo. O ser forte é apenas uma capa como conversámos, igualmente nessa noite. Falámos imenso, sobre muita coisa que já nem recordo mas que foram coisas muito pessoais e que, portanto, não falo com toda a gente...
O melhor de tudo é que nem aquilo te "assustou" ou te fez querer ir embora ou fugir (eu já te tinha alertado) e conseguiste fazer-me sentir melhor, muito melhor. Tanto que até me fizeste sorrir e agradeço-te por isso.
Obrigada por seres tão bom amigo meu amor <3
Love You <3