quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O passeio no regresso...

Estive longe da Gabriela durante uma semana. Falámos ao telefone várias vezes ao dia sobre tudo, as saudades, o que ela estava no momento a fazer lá e eu cá, sobre nós e as particularidades de cada um, entre muitas outras coisas. Continuávamos a conhecer-nos afinal, pois a distância era apenas uma circunstância no meio de tudo o que estava de tão bom a acontecer entre nós e nada podia impedir que continuássemos a descobrir coisas um do outro e de forma natural. Falámos do que é suposto ser uma relação e partilhámos ideias, mais uma vez comuns. Recordávamos quase sempre a nossa primeira semana e falávamos dela (e ainda hoje o fazemos) com grande emoção, sorrindo à medida que a percorremos e nos damos conta do quão maravilhoso foi (e é) o que nos aconteceu...

A Gabriela chegava no Domingo. Revê-la e estar de volta junto dela era tudo o que mais queria, logo desde o dia em que ela partiu. Era uma ocasião maravilhosa e de tirar o fôlego. Ia estar de novo perto daquela mulher com quem já tinha partilhado tanto, em quem pensava noite e dia e cujo regresso ansiava mais que tudo. Precisava de vê-la, olhá-la nos olhos, agarrá-la forte e sentir em mim aquela pessoa com quem conversei durante uma semana ao telefone. Queria-a tanto, e ficou tanta coisa a meio, quando ela foi embora, por fazermos. Derreter-me a olhá-la, encostar o meu rosto ao dela, beijá-la como naquela manhã de domingo, dar-lhe a mão e caminhar ao lado dela acertando os nossos passos, sentar e conversar com ela, respirá-la e absorvê-la de todas as formas!

Fui buscá-la ao aeroporto, mas não havia informação sobre a chegada. "Sapos! Então não diz nada?! Será que está atrasado?" pensei eu. Alguns minutos depois a Gabriela liga, sossegando-me por já ter aterrado. Quando surge pela porta das chegadas do aeroporto o tempo parou e ficou suspenso. Os meus olhos fixaram-na e seguiam-na não desviando um único instante para mais nada em redor. A beleza dela encanta-me e naquele momento não se tratava só de beleza. Era o meu coração e o meu pensamento que deixaram de estar desfazados no tempo por se voltarem a encontrar com aquela mulher que os preencheu e preenche permanentemente. A nossa primeira semana, em que estivemos tão próximos, tão intensa, encontrou a partir dali continuação. Quis beijá-la e agarrá-la logo com sofreguidão...


Levei-a a casa para pormos as malas. Saímos depois e fomos passear. Sem pressas, sem horas, apenas nós de mão dada. Tão bom! Sentámo-nos e namorámos ao sabor de um gelado e das grandes e saborosas queijadas que a Gabriela trouxe antes de regressar. Encostei os meus lábios aos dela, frescos e doces. Mordisquei-os e senti-me quente. O sol batia na cara e eu escondi-me no abraço dela, apertando-a sem apertar, mas com a firmeza de quem não iria deixar jamais que me levassem o meu tesouro precioso. Beijei-lhe o rosto, o pescoço, os ombros, agarrei-lhe a mão. Tudo para ver se eram de verdade aqueles instantes, pois eu sentia-me nas nuvens (é o que sinto sempre que estou com a Gabriela). Tudo batia certo, tudo sabia como sonhei naquela semana (recordando a manhã do passado Domingo), estava feliz como há muito já não era.


Durante o passeio a Gabriela deu mais um passo em frente na vida dela, cortando com memórias menos felizes. Confiou em mim, partilhando aquele momento de perto e mostrou que queria ser feliz como é seu direito. Estava perante uma mulher extraordinária que continuava a sarar as marcas que não a conseguem mais derrubar. Olhei-a e pensei "podes contar comigo meu amor", ficando feliz por ela. Voltámos para o carro de mão dada...O nosso Domingo não acabava ali.

(continuas tu amor?)

1 comentário:

  1. Oh meu amor, adorei ter voltado para ti e ter sido recebida como fui por ti. Foi muito importante e especial para mim mesmo meu amor, obrigada.

    E agora o regresso será ainda mais aguardado! Eu continuo sim meu bem

    Gosto tanto de ti <3

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Palpita de coração!