domingo, 28 de agosto de 2011

Faz hoje 3 meses

Há precisamente 3 meses, eu e a Gabriela vivemos uma madrugada inesquecível. Depois de sairmos do projecto pusemo-nos a caminho de casa dela e apesar de continuarmos a conversar alegremente como sempre fazíamos no carro, comecei a sentir-me triste e só, ao antecipar que a noite iria terminar pouco depois quando a deixasse em casa. Não queria fazê-lo! Estava a ser tão boa a companhia dela, sentia-me tão bem que o que não queria era ter de interromper tudo naquele momento. Não era normal o que se estava a passar ali, aquela mulher deslumbrava-me (e fá-lo hoje ainda) em cada palavra que dizia, em cada opinião que dava, fazendo-o com a maior naturalidade possível, de forma genuína. A Gabriela é tão autêntica! Conhecíamo-nos há uma semana mas sentia que já fazia parte da minha vida há anos...tal era a cumplicidade que houve entre nós e que se observava, naquele momento, no carro quando a levava a casa.
Já perto da rua de casa dela surge um momento de silêncio, suspenso no ar, a adivinhar a difícil despedida que se seguiria pouco depois. Nenhum de nós soltou sequer uma palavra por instantes. "Olha queres ir já para casa? Ou vamos a algum lado ainda?" perguntei eu na esperança que ela quisesse continuar na minha companhia. Ela quis e eu sorri e fiquei tão feliz...Fomos a uma padaria, pois ambos tínhamos fome, ou não tivéssemos mais essa característica em comum. Ela comprou um croissant eu um pão com chouriço. Partilhá-mo-los um com o outro, sob o luar num belo miradouro que tem uma vista fantástica para a cidade de Lisboa, com o Tejo ao fundo.

Perpetuámos o tempo das nossas palavras e o sorriso que invadia o meu coração. Ali num banco em plena cidade, alheei-me de tudo e de todos, para me concentrar naquela mulher maravilhosa que estava sentada à minha esquerda. O cabelo dela pedia-me para cheirá-lo e tocá-lo, o rosto belo e perfeito não permitia que olhasse para mais nada em redor, os olhos dela meigos e vivos aconchegavam-me a alma, e a boca dela cantava todas as palavras que me dizia. E assim foi, durante tanto tanto tempo naquela noite, que voou e se transformou em madrugada, sem eu ter dado conta. Conhecia-mo-nos apenas! Conhecia-mo-nos compulsivamente naquelas horas, conversando um com o outro, cheirando e olhando os nossos corpos. A curiosidade era enorme e quanto mais sabia dela, mais queria saber e fui perguntando e ela foi respondendo. Invertemos papéis e depois perguntava ela e eu respondia. Tudo de forma natural, sempre a propósito de algo que falámos e no tom certo da música das nossas conversas. Já fazia frio e aconchegámo-nos na minha roupa. Ela ficou mais perto e eu mais envolvido. Queria-a muito. Quero-a muito. Os nossos corpos precisavam do calor que invadia o meu coração (e o dela também). A minha boca desejava a dela, as minhas mãos (que ela gabou) queriam alcançar as dela, e o meu coração queria encostar-se ao dela para acertarem os dois o ritmo que já ia acelerando. Com os primeiros raios de sol vieram os beijos que lhe roubei de tanto desejá-los com todas as minhas forças.
E confirmei a suspeita que tinha, do doce e fresco sabor que teriam ao olhar para os lábios dela tão suaves e macios. Deixei-me levar pela vontade de falar através do corpo que tantos poemas e juras de amor quis trocar com o dela. Delicada, terna, meiga e doce, a Gabriela aqueceu-me carinhosamente despertando em mim sentimentos tão ou mais bonitos que o nascer do sol que contemplávamos com o Tejo à direita...Ela é uma mulher que me preenche, foi naquela noite, foi na madrugada dentro e tem sido até hoje, sendo tudo aquilo que eu procuro e mais. Tivemos de ir embora depois, levei-a de volta a casa com a certeza de que não terminaria ali, não podia nem iria deixar que tal acontecesse, tinha de vê-la mais vezes, mais dias, meses, anos, a minha vida toda se possível. Porque ela é única!
Levei-a a casa, mas antes fomos falar com o padre da igreja em frente à casa dela, em jeito de brincadeira devido a uma aposta que fizemos. Ficámos com informações importantes sobre iniciativas em que ela (e eu por convite dela) queremos participar. Chegou depois a despedida. A Gabriela ia embora e iria ficar ausente durante uma longa semana. Custou-me muito dizer adeus. Mas sabia que seria um até já...

2 comentários:

  1. Oh meu amor. Recordo tão bem e com tanta saudade aquele dia... Por esta hora, há 3meses atrás nem estávamos ainda nesse miradouro que guarda a história do nosso primeiro beijo e do início do nosso amor.

    Quando me beijaste timidamente a primeira vez o meu coração ardeu. Não sabia como reagir, não queria acreditar. Não estava à espera, no fundo fora isso...
    Recuei num segundo e, depois não consegui mais deixar-te. Tive medo, morri de medo, para ser sincera mas era mais forte do que eu e não consegui controlar o que sentia.

    Guardei-te nos meus braços porque tentava acalmar o coração e assentar ideias, não sabia como agir, se me deixava levar, se aquilo estava bem ou certo e receei.

    Tudo parecia alinhado e certo, tão certo que foi inevitável e me perdi nos teus braços, carinhos e beijos.

    Adorei que me começasses a fazer festas a pouco e pouco enquanto confidenciava-mo-nos um ao outro e nos conhecíamos tão fluidamente e de forma tão simples e natural. No início estranhei mas logo o meu corpo se adaptou às tuas mãos e ao teu e não queria mais dali sair.

    Foi tão bom meu amor.
    Obrigada <3 AMEI tudo (e o post).

    ADORO-TE minha coisa boa <3

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  2. Foi inevitável mesmo meu amor. Ali do teu lado depois de uma noite e madrugada tão próximas e ao final de uma semana em que te "respirei" a toda a hora, deixei-me levar pelo que sentia e receber todos os teus beijos e carinhos. O meu coração, a minha alma, o meu corpo, tudo foi e é teu. Obrigado eu meu amor. Mal posso esperar que voltes. Gosto tanto de ti <3

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Palpita de coração!