Tínhamos de viajar para o local do casamento. Não era uma grande viagem mas ainda eram umas horas de carro. Combinámos e fomos com o casal nosso amigo.
No sábado de manhã bem cedo seguimos viagem - sem faltarem as tshirt's especiais que mandaramos estampar no dia anterior propositadamente! O Eduardo foi buscar-me a casa, apanhámos os nossos amigos e pusemo-nos a caminho. Não demorámos muito tempo a chegar e assim que encontrámos os amigos dele lá, eu fui com as raparigas (que conheci na hora) para o cabeleireiro e com a nossa amiga (felizmente conhecia toda a gente e apresentou-me...).
Nessa altura fiquei longe do Eduardo, haviam muitas dúvidas e imensa curiosidade no grupo de amigos sobre mim e sobre o que eu era para ele. Eu mal conhecia tudo aquilo e tentei lidar da melhor maneira possível com a situação. Fez-me muita falta e uma certa impressão não tê-lo ali ao meu lado como sempre estava para me dar apoio e ajudar quando não sabia o que fazer ou como agir...
Felizmente foi apenas durante o tempo em que estivemos no cabeleireiro (quatro mulheres para arranjar cabelo para o casamento), ele foi lá ter depois e ficou comigo então. Eu fui a última e sai de lá atrasadíssima. Fui à casa do casal, que casava e nos acolheu no seu apartamento, arranjar-me, maquilhar-me e mudar de roupa em tempo recorde.
Saímos todos (éramos oito, quatro casais) e estávamos atrasados.
Primeiro fomos à casa de família da noiva que estava a receber os convidados, antes da cerimónia, só depois fomos para a igreja que era bem perto (fizemos a pé o percurso, tal como a noiva) e deu-se o casamento.
Durante a boda o coro cantou um Pai Nosso que eu gosto muito e de que tinha falado ao Eduardo numa das noites anteriores e tentei catarolá-lo para lho mostrar. Fiquei muito feliz quando o tocaram na cerimónia. Infelizmente não pudemos ficar sentados lado a lado e ficámos um à frente do outro em bancos diferentes. Eu estava no banco da frente e o Eduardo no banco atrás de mim. Claro que durante o tempo todo não parámos de confidenciar-nos e trocar impressões. Lembro-me dele me segredar "Tu és uma mulher maravilhosa" ou algo muito parecido e fez-me flutuar. A cumplicidade e o carinho entre nós era imenso e transparecia aos olhos de qualquer um. Acho que ao início fizemos um esforço por não demonstrar tudo o que nos unia mas depois tornou-se inevitável e incontrolável.
continua...



Foi mesmo incontrolável amor. Estar a teu lado significa estar feliz, beijar-te, dar-te a mão, conversar das mais variadas coisas, sorrindo, brincando, porque tudo isso constrói a nossa cumplicidade. E ela esteve, como dizes, muito presente todo o dia. No caminho para lá, na casa da noiva, na igreja a ouvir os cânticos e a conversarmos em bancos diferentes :)...(continua)
ResponderEliminarGosto muito de ti <3