quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Naquele almoço,

combinado com o pretexto do trabalho, percebi que ele era realmente especial e um homem a sério. Surpreendeu-me pela positiva como, aliás acontece, desde que nos conhecemos!


Ora, ele tinha-me convidado para jantar.
Já não me lembro porquê mas recusei, seria precipitado ou cedo demais talvez. Ora, tinha-mo-nos conhecido no sábado e na segunda iríamos jantar? Tendo estado juntos no Domingo também?
Estava numa altura do ano complicada e que exigia muito de mim e era difícil, com o trabalho em mão e ainda em aulas, poder estar despreocupada e ter muito tempo livre, por mais que quisesse (porque sempre quis).
Mas na quarta seguinte ficou combinado um almoço.
Tinha a tarde livre de aulas e como precisava de me debruçar sobre o trabalho achei que seria óptimo ter uma conversa com ele sobre o tema, uma vez que tinha mais experiência e estava mais por dentro do assunto, para então mergulhar de cabeça no mesmo. 


Lembro-me que sai de manhã para as duas aulas que tinha e ainda não sabia muito bem o que esperar (a vida ensinou-me a esperar muito pouco ou nada das pessoas). Depois das aulas fui a casa, estive a fazer tempo até que ele passasse a apanhar-me e quando desci e o vi parecia a primeira vez. Eu não sabia onde íamos e confiei desde o primeiro momento no seu bom gosto. Ele não sabe mas estava também, como é evidente, a testá-lo. Também para tentar perceber os seus gostos, conhecê-lo melhor.
Foi um almoço muito agradável, eu diria, encantador!
Foi muito bom porque deu-me algumas ideias para o trabalho, falou-me de situações, do que poderia fazer para me ajudar tentando também perceber o que eu pretendia e o que me daria jeito. No final, como verdadeiro cavalheiro ofereceu-se para pagar. O tempo estava contado, tínhamos de ir embora, tínhamos obrigações!


Quando me foi deixar a casa, antes de me deixar sair do carro, teve a atitude que me fez perceber (Alto lá que este rapaz está a falar a sério! He mean it!) o quão especial era aquele homem que acabara de conhecer. 
Virou-se e disse-me: "Olha, queria dizer-te que hoje estás muito bonita!" olhando-me.


Senti que não estava a dizê-lo para me agradar, senti o que ele disse e acreditei ser genuíno.
Nem sabia o que dizer ou como agir, sai do carro depois de me despedir e subi, como se flutuasse, sem sequer perceber muito bem o que estava ali a passar-se.

Aquele almoço delicioso, naquela esplanada, com aquela companhia e a fechar com aquela chave de ouro (bela sobremesa, bombom), foram estupendos e penso terem sido, para mim, um abre-olhos.

Ele conseguiu-me uma entrevista que foi valiosa para o meu trabalho e para a percepção da realidade das pessoas que são diferentes e especiais! Isso foi óptimo para o trabalho, a nível pessoal e porque passei a conhecer um pouco mais dele, do que já fez, do que fora a sua vida diária uma vez que era o seu antigo trabalho. Mas isso são outras histórias...

1 comentário:

  1. Não me senti testado meu amor, e isso é muito bom sinal :). Foi genuíno sim o que te disse. Para mim estavas linda naquele dia e és a mulher mais bonita do mundo para mim. Gostei muito daquele almoço meu bem <3. E fico muito feliz por saber que te ajudei :)

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Palpita de coração!