Arrisquei e aventurei-me sem saber o que me esperava.
Sem pensar duas vezes aceitei sem hesitar o convite para uma noite diferente. Uma noite bem passada, com muito bom ambiente e boa música, animação.
Vesti a melhor disposição e encarei tudo com um sorriso.
Não conhecia quase ninguém, conheci. Não pensei em como agiria, fui agindo. Depois, queria ficar mas não te queria pedir demais. Queria continuar a teu lado porque me tinha sabido a pouco mas não to podia dizer, não tinha esse direito porque não sabia o que querias e se precisavas deixar-me.
A partir do momento em que não quiseste ir embora, em que decidiste numa questão de segundos que ficaríamos juntos pelo menos mais uns instantes mostraste-me que acreditavas valer a pena.
Mais uma vez não sabia o que esperar mas aconteceu tudo de forma tão natural, tão simples, sem esforço ou embaraço. Sentámo-nos naquele banco de miradouro de bolos em punho (que já era tarde e fazia fome) e falámos durante horas sobre mil e um assunto que já nem recordo. Conhecemo-nos, partilhámos confidências, desejos, medos, inseguranças e abrimo-nos um ao outro. Conhecendo-nos há uma semana apenas, era como se fizesses parte da minha vida toda.
Fomos os últimos a permanecer naquele local tão rico de vida e pessoas.
Veio o frio gelado da madrugada e a tua capa foi nossa manta.
Ela guardou e escondeu carinhos, festas e aconchegos de dois estranhos que se conheciam desde sempre. Debaixo dela criou-se o calor que o nascer do sol trouxe.
Aquele nascer do sol aqueceu nos os corpos e os corações.
Todo o meu corpo foi invadido por uma onda de calor contagiante e rejuvenescente.
Com o nascer da manhã, do novo dia, veio o beijo a medo, tímido como seria o de duas crianças envergonhadas. Numa atracção incontrolável deixámo-nos levar pelo que sentíamos e nos dizia que assim tinha de ser para acalmar nossos corações mesmo sem sabermos como seria depois.
Nunca algo tão desconhecido e inesperado pareceu tão certo e tão mean to be...
Depois disso a despedida custou, custou tanto.
Não era justo separar-mo-nos assim... mas teve mesmo de ser.
Depois de longas horas (15h) juntos tivemos de nos ir embora.
Depois de um fim de tarde, um jantar, um concerto, uma madrugada, um nascer do sol, um amanhecer e um já ser dia tivemos de deixar-nos de sonhos e dizer adeus (ou pelo menos um até já) e durante uma semana não nos vimos.
E eu julguei ser a semana mais longa que já tinha vivido.




E foi a mais longa para mim também. Tudo o que aqui escreves mostra, uma vez mais (como muitas outras coisas que fazes), como é bom ter-te a meu lado e como vale a pena acreditar em nós. Foi mesmo especial "aquela noite" <3
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